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Caminhão-bomba mata 11 policiais em ataque a delegacia no sul da Turquia

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Um ataque com caminhão-bomba contra uma delegacia no sul da Turquia matou ao menos 11 policiais e deixou 78 feridos nesta sexta-feira (26), informaram autoridades turcas e agência estatal de notícias Anadolu. Pelo menos três dos feridos seriam civis.
O primeiro-ministro do país, Binali Yildirim, afirmou que não tem dúvida de que o autor do atentado seja a milícia curda PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), acusada pelo governo turco de ser responsável por diversos ataques semelhantes no sul e sudeste do país.
Nenhum grupo, porém, assumiu a autoria do ataque na cidade de Cizre, na fronteira com a Síria.

"Nenhuma organização terrorista pode tomar a República Turca como refém", disse Yildirim a repórteres em Istambul. "Nós vamos dar a esses canalhas a resposta que eles merecem."

O presidente Recep Tayyip Erdogan disse que a determinação do país em combater militantes apenas aumentará depois do ataque desta sexta. A Turquia enfrenta militantes "em casa e no exterior", disse Erdogan, dois dias após o início de uma operação militar turca no norte da Síria contra terroristas da facção Estado Islâmico e rebeldes curdos.
Foram enviados tanques, aviões e forças de operação especiais para a fronteira. De acordo com Erdogan, a ação ajudou grupos opositores do ditador sírio, Bashar al-Assad, a tomar a cidade de Jarabulus, um dos últimos bastiões do Estado Islâmico (EI) na região de fronteira entre os dois países.
Região de população majoritariamente curda, o sul da Turquia tem sido alvo frequente de atentados com homens-bomba e carros-bomba. Os ataques costumam visar delegacias e policiais.
No último dia 20, um ataque a bomba em um casamento em Gaziantep matou ao menos 54 pessoas, entre elas 22 crianças. O governo responsabilizou o Estado Islâmico, que não assumiu a autoria.
Dias antes, atentados atribuídos por Erdogan ao PKK deixaram 14 mortos e mais de 200 feridos em cidades do sul da Turquia.
O governo acusa o PKK de atacar a Turquia para se aproveitar da tentativa de golpe ocorrida no dia 15 de julho. Desde então, Erdogan tem promovido um extenso expurgo em setores como Forças Armadas, educação, judiciário e imprensa. 
Ancara acusa o clérigo exilado nos Estados Unidos Fetullah Gülen de ter orquestrado o golpe e pede para que Washington ajude na extradição. Gülen nega envolvimento e pede uma investigação independente sobre sua suposta participação.

 

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