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Bahia é estado que mais tem mortes por arma de fogo

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Todos os dias morrem 12 pessoas, vítimas de disparos de arma de fogo, na Bahia. Foram 4.652 mortes desse tipo em 2014, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (3). A Bahia é seguida de perto por Ceará (3.800), Rio de Janeiro (3.656) e São Paulo (3.536). O Anúario, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divide as mortes por agressão, por instrumento utilizado. Depois das armas de fogo, o mais usado nesse tipo de crime são objetos cortantes, as armas brancas. Na Bahia, foram 881 em 2014.

Outros instrumentos somam 364, totalizando 5.897 mortes por agressão no estado. O total é menor do que o estado de São Paulo (5.940), que possui um alto número de mortes por armas brancas (1.750). A cada cinco mortos por agressão na Bahia, quatro são por arma de fogo. O uso desse instrumento corresponde a 78,9% do total. Esse tipo de arma é ainda mais utilizado em Alagoas (86,8%), Rio Grande do Norte (81,9%) e Sergipe (81,8%). Os únicos estados onde as armas brancas matam mais gente do que armas de fogo são Roraima e Tocantins.

A Bahia já havia sido apontada como o estado com mais mortes violentas intencionais, de acordo com uma prévia do relatório. A Secretária da Segurança Pública (SSP) foi procurada para comentar o assunto e, por meio de nota, informou que "não se pode comparar os estados e criar rankings, haja vista que a contabilização dos homicídios são distintas", destacando que as mortes violentas pesquisadas são "catalogadas de maneira não padronizada, com alguns estados utilizando a categoria 'mortes a esclarecer' em vez de homicídios".

A SSP ressaltou ainda que mapeia as manchas criminais no estado e, assim como em todo o país, a arma de fogo é a ferramenta mais utilizada na prática de assassinatos. "A maioria dessas mortes (em torno de 70% a 80%) tem relação direta com o tráfico de drogas. São pessoas que fazem parte das quadrilhas ou usam entorpecentes e não pagam". A pasta diz que realiza o combate ao comércio ilegal de armas, "porém leis mais rígidas tornariam esse trabalho mais eficaz e diminuiriam a sensação de impunidade para a população". (Correio 24 horas) 

 

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