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Após morte de investigador, parte da Polícia Civil decide cruzar os braços no ES. Número de mortos chega à 90

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Parte da Polícia Civil do Espírito Santo decidiu cruzar os braços. Em assembleia realizada nesta quarta-feira (8), a Assinpol (Associação de Investigadores da Polícia Civil do Espírito Santo) definiu que fará uma paralisação em protesto à morte de um investigador na noite de terça-feira (7). Mario Marcelo de Albuquerque tentou impedir o roubo de uma moto em Colatina e foi baleado.
Apenas 30% do efetivo deverá trabalhar, o que pode atrapalhar ainda mais os trabalhos no DML (Departamento Médico Legal) de Vitória.
Neste momento, os policiais fazem passeata em direção ao Quartel Central da Polícia Militar para se juntar às mulheres dos PMs que protestam desde sábado.
A Assinpol não é o principal sindicato e reúne cerca de 800 agentes. O efetivo total de policiais civis no Espírito Santo é composto por 3.200 servidores.
Para esta quinta-feira (9), o Sindipol (Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo), que representa oficialmente a categoria, convocou uma assembleia para discutir uma possível greve de parte da categoria.

Sem policiais militares nas ruas desde o fim de semana — familiares de PMs bloqueiam batalhões em todo o Estado — o Espírito Santo vive uma crise de segurança. De acordo com o Sindipol, ao menos 87 assassinatos foram registrados desde sábado (4), além de dezenas de saques a comércios.
O secretário de Segurança Pública do ES e o governador em exercício do Estado falaram na manhã desta quarta-feira (8) sobre a crise pela qual passa a região desde o fim de semana. De acordo com o governo, o objetivo nesse momento é “trazer tranquilidade para o povo capixaba” e o diálogo com os policiais militares está aberto desde que os batalhões e quarteis sejam desobstruídos e os PMs voltem às ruas.

Desde sexta-feira (3), familiares de policiais impedem a saída de viaturas das unidades e as ruas do ES estão sem policiamento. De acordo com o secretário André Garcia, esse “movimento tem envergonhado até policiais militares”.
— Temos determinação de retomar a normalidade e em primeiro plano garantir a segurança pública e a preservação da ordem pública. Estamos em uma crise motivada por um movimento que tem envergonhado inclusive policiais militares e causou para a sociedade muitos prejuízos e coloco na conta do movimento [a insegurança]. Todas essas mortes e atos de violência estão na conta deles. (R7)

 

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