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Alexandre de Moraes manda bloquear redes sociais de 7 suspeitos de atacar o STF

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Alexandre de Moraes manda bloquear redes sociais de 7 suspeitos de atacar o STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o bloqueio de contas em redes sociais pertencentes a sete pessoas investigadas no inquérito aberto para apurar fake news, ameaças e ofensas contra integrantes da corte e seus familiares. A decisão, de sexta (12), deflagrou a operação da Polícia Federal que cumpre, na manhã desta terça (16), mandados de busca e apreensão em Brasília, São Paulo e Goiás. Conforme a ordem, serão apreendidos computadores, celulares e outros equipamentos eletrônicos dos suspeitos.

"Verifica-se a postagem reiterada em redes sociais de mensagens contendo graves ofensas a esta corte e seus integrantes, com conteúdo de ódio e de subversão da ordem", escreveu o ministro, citando que as condutas em apuração podem se enquadrar em artigos do Código Penal e da Lei de Segurança Nacional.

Um dos alvos, o general da reserva Paulo Chagas, que foi candidato ao governo do Distrito Federal em 2018, é apontado por Moraes como suspeito de "postagens nas redes sociais de propaganda de processos violentos ou ilegais para alteração da ordem política e social, com grande repercussão entre seguidores".

"Em pelo menos uma ocasião", continua o ministro, "o investigado defendeu a criação de um Tribunal de Exceção para julgamento dos ministros do STF ou mesmo substituí-los." Outro alvo é o policial civil de Goiás Omar Rocha Fagundes. Nas redes sociais dele, segundo a decisão de Moraes, há publicação de 14 de março deste ano que diz "O nosso STF é bolivariano, todos alinhados com os narcotraficantes e corruptos do país. Vai ser a fórceps".

Em outra publicação, Fagundes teria escrito "O Peru fechou a corte suprema do país. Nós também podemos! Pressão total contra o STF". Os outros cinco investigados são Isabella Trevisani, Carlos Antonio dos Santos, Erminio Nadin, Gustavo de Carvalho e Silva e Sergio de Barros. Eles são apontados por publicações como: "Não tem negociação com quem se vendeu para o mecanismo. Destituição e prisão. Fora STF" e "Esta é a recepção para Ministro Ladrão de Toga (enquanto exibe uma cesta de ovos em vídeo publicado em 19/03/2019)".

O inquérito no qual são realizadas as buscas e apreensões desta manhã foi instaurado em março pelo presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, de ofício -sem provocação de outro órgão. O Ministério Público não participa da investigação.

O ministro Moraes foi escolhido por Toffoli para presidir o inquérito sem sorteio -o que motivou críticas de outros membros do tribunal. Nesse mesmo procedimento, Moraes determinou a retirada do ar de reportagem e notas publicadas na semana passada pelos sites da revista Crusoé e O Antagonista. Os textos noticiavam a existência de um email do empresário e delator Marcelo Odebrecht em que, conforme um esclarecimento dele, havia uma menção a Toffoli.

 

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