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Agressores de mulheres serão monitorados por tornozeleira eletrônica

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O equipamento informa a localização do agressor que está proibido de se aproximar da vítima - Foto: Reprodução
Foi lançado nesta quinta-feira, 22, no auditório do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), em Salvador, o sistema de monitoração eletrônica de pessoas em casos de violência doméstica contra a mulher. Válido em todo o estado, a ferramenta irá monitorar agressores por meio de tornozeleira eletrônica.

Segundo a Secretaria de Comunicação Social do estado (Secom), a medida é resultado de um termo de compromisso assinado pelas secretarias de Políticas para as Mulheres (SPM-BA) e de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), em setembro de 2018, para que parte das tornozeleiras adquiridas pelo governo da Bahia fosse disponibilizada para monitoração de acusados ou condenados em casos de violência doméstica e familiar contra as mulheres, especialmente nos casos em que há medida protetiva com ordem de afastamento do agressor da vítima.

O uso das tornozeleiras eletrônicas por agressores em casos de violência doméstica e familiar é considerado um avanço no enfrentamento à violência de gênero. A Lei Maria da Penha não garante a fiscalização da medida protetiva que determina distância mínima entre o agressor e a vítima. O equipamento informa a localização do agressor que está proibido de se aproximar da vítima, contribuindo para garantir o cumprimento da medida.

Os dados emitidos pela tornozeleira são enviados para a Central de Monitoramento da Seap, que acompanha todas as movimentações e comunica à Justiça em caso de descumprimento. Além disso, a utilização do 'botão do pânico' reforça a proteção da vítima, uma vez que fica conectado com a tornozeleira do acusado e, quando este se aproxima da vítima, uma chamada é acionada na polícia. Do A Tarde

 

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